O PVBI11 divulgou seu relatório gerencial referente ao mês de dezembro de 2025, trazendo atualizações relevantes sobre desempenho operacional, distribuição de rendimentos e movimentações no portfólio de lajes corporativas. O fundo encerrou o período com estabilidade nos resultados e avanço importante na ocupação de um de seus principais ativos.
Ao longo do mês, o fundo manteve uma gestão focada na melhoria da qualidade contratual e na redução gradual da vacância, mesmo em um cenário ainda desafiador para o segmento corporativo de alto padrão.
Resultado do mês e rendimentos distribuídos
Em dezembro de 2025, o PVBI11 registrou uma receita total de R$ 0,53 por cota, resultando em um lucro de R$ 0,43 por cota no período. Não houve impactos não recorrentes que distorcessem o resultado mensal, refletindo uma geração de caixa alinhada à operação recorrente do portfólio.
A distribuição de rendimentos anunciada foi de R$ 0,45 por cota, mantendo o mesmo patamar observado nos meses anteriores. O pagamento aos cotistas ocorreu em 8 de janeiro de 2026. Com a distribuição acima do resultado do mês, a reserva acumulada não distribuída foi reduzida e encerrou dezembro em R$ 0,22 por cota.
Novas locações impulsionam ativo Union FL
O principal destaque operacional do mês foi a conclusão de quatro novos contratos de locação no edifício Union FL. Os novos inquilinos incluem Sten Capital, que ocupou uma área de 608 m², Paralaxe, com 298 m², Veritas, com 326 m², e Zagros, também com 326 m².
No total, foram absorvidos 1.557 m² de área bruta locável. Considerando a fração ideal de 50% detida pelo fundo no ativo, a ocupação efetiva corresponde a 779 m². Com essas novas locações, a vacância do Union FL deve ser reduzida para 50,3%, representando um avanço relevante na ocupação do empreendimento.
Vacância consolidada permanece estável
Apesar do avanço no Union FL, a vacância consolidada do fundo permaneceu estável em dezembro. A vacância física encerrou o mês em 16,5%, enquanto a vacância financeira ficou em 17,7%, refletindo a composição dos contratos vigentes e os valores de locação praticados.
A gestão informou que, considerando as movimentações já concluídas e aquelas anunciadas em relatórios anteriores, a projeção é de que a vacância geral do fundo alcance 18,8% a partir de fevereiro de 2026. Esse ajuste está relacionado a saídas previamente comunicadas e à dinâmica natural de renovação contratual do portfólio.
Reajustes contratuais fortalecem receitas futuras
Durante o mês de dezembro, o PVBI11 realizou reajustes contratuais em 4.071 m² da área bruta locável total do fundo. Esses reajustes seguem os indexadores previstos nos contratos e contribuem para a atualização gradual das receitas de locação, reforçando a previsibilidade do fluxo de caixa ao longo do tempo.
O fundo encerrou o período com 43 locatários distribuídos em seus ativos, mantendo um perfil diversificado de inquilinos e reduzindo a concentração de risco em um único ocupante.
Prazo médio dos contratos segue elevado
Outro ponto de destaque foi a manutenção de um prazo médio ponderado dos contratos (WALE) de 4,7 anos. Esse indicador reflete a duração média dos contratos vigentes e contribui para maior visibilidade das receitas futuras do fundo.
Contratos com prazos mais longos tendem a reduzir a volatilidade da vacância e oferecem maior previsibilidade de caixa, especialmente em fundos de lajes corporativas voltados ao segmento premium.
Estrutura de capital segue conservadora
Ao final de dezembro de 2025, o PVBI11 não possuía qualquer alavancagem financeira ou obrigações relacionadas à aquisição de imóveis. A ausência de dívidas reforça o perfil conservador da estrutura de capital do fundo, reduzindo a exposição a oscilações de juros e preservando a flexibilidade financeira para eventuais oportunidades futuras.
Base de cotistas continua em expansão
A base de investidores do PVBI11 apresentou crescimento ao longo do período. O fundo encerrou dezembro com aproximadamente 166,2 mil cotistas, reforçando sua posição entre os fundos de lajes corporativas com maior pulverização de investidores no mercado.
A gestão segue acompanhando de perto o desempenho operacional dos ativos e as condições do mercado corporativo, mantendo o foco na ocupação dos imóveis, na qualidade dos contratos e na preservação da geração de caixa.


