O SNEL11, fundo imobiliário da Suno voltado para ativos de energia limpa, divulgou um novo fato relevante que chamou a atenção do mercado. O documento traz detalhes sobre uma série de aquisições concluídas pelo fundo, ampliando de forma relevante sua capacidade instalada e sua presença geográfica no Brasil. O comunicado foi publicado pela administradora Singulare e descreve contratos já assinados e parte dos ativos já incorporados ao portfólio.
O SNEL11 vem estruturando sua carteira com foco em geração distribuída solar e, segundo o fato relevante, as novas operações reforçam diretamente essa estratégia. O movimento envolve múltiplos contratos, diferentes estados e usinas já em operação, o que muda o tamanho e o perfil atual do portfólio.
SNEL11 fecha 20 contratos de geração solar
De acordo com o fato relevante, o SNEL11 celebrou 20 contratos de aquisição de ativos de geração distribuída solar. Esses novos ativos somam 87,5 MWp de capacidade instalada. O valor total das aquisições foi de R$ 436.203.412,83, conforme informado no comunicado oficial.
Os projetos estão distribuídos em 22 cidades de 8 estados brasileiros. Com isso, o SNEL11 amplia a diversificação regional e reduz a concentração geográfica de geração, algo que costuma ser acompanhado de perto por investidores que observam riscos operacionais e climáticos.
O fundo informou que todos os ativos, no momento do fechamento definitivo das operações, estarão conectados e operacionais. Esse ponto indica que não se trata de projetos apenas em desenvolvimento, mas de estruturas prontas ou muito próximas da operação plena.
Taxa de retorno projetada dos novos ativos do SNEL11
Outro dado que aparece no fato relevante do SNEL11 é a Taxa Interna de Retorno Real projetada para o conjunto dos novos ativos. Segundo o documento, a TIR real estimada é de 14,44% ao ano, calculada pela média ponderada dos custos de aquisição de cada ativo e já líquida dos custos do fundo.
O texto também destaca que esse cálculo não inclui a inflação que corrige os contratos de energia. Ou seja, trata-se de uma taxa real, antes da atualização inflacionária dos recebíveis atrelados à geração distribuída.
Além disso, o SNEL11 projeta que os novos ativos podem acrescentar cerca de 153.460 MWh por ano de geração ao portfólio. Esse aumento potencial de produção reforça o posicionamento do fundo no segmento de energia limpa com contratos de longo prazo.
Diversificação geográfica ganha mais peso
O fato relevante mostra que as novas aquisições do SNEL11 estão espalhadas por diferentes regiões do país. Os ativos estão localizados nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Bahia e Pernambuco.
Segundo a administradora, essa distribuição contribui para reduzir riscos operacionais e regionais, além de ampliar a exposição do fundo a diferentes áreas de concessão de energia. Na prática, isso significa dependência menor de uma única região ou concessionária.
O comunicado também apresentou a divisão de capacidade instalada por estado, mostrando que os projetos não estão concentrados em apenas um polo, mas distribuídos entre várias unidades federativas.
Parte dos ativos do SNEL11 já entrou no portfólio
Entre os novos projetos adquiridos pelo SNEL11, 16,9 MWp já superaram as condições precedentes e concluíram a etapa de closing, passando oficialmente a integrar o portfólio do fundo.
Entre eles está a UFV Paramirim, localizada na área de concessão da Coelba, na Bahia. A usina possui capacidade de 5 MW / 6,72 MWp e geração estimada de 12.168 MWh por ano. O ativo está em operação e locado para a NUV Energia, com contrato de energia compensada válido até janeiro de 2030.
Outro bloco inclui a UFV Cruzeiro do Sul e a UFV Soleil, na área de concessão da Copel, no Paraná. Cada uma possui 2,5 MW / 3,4 MWp, com geração total estimada conjunta de 11.608 MWh anuais. Ambas estão operacionais e locadas para a Nextron, com vencimento contratual em setembro de 2029.
Também foi detalhada a UFV Juti, na área da Energisa, no Mato Grosso do Sul. O projeto possui capacidade de 2,5 MW / 3,37 MWp e geração estimada de 6.945 MWh anuais. O ativo está operacional e em fase final de negociações de locação. A operação incluiu um mecanismo de Renda Mínima Garantida por seis meses, segundo o comunicado.
Estratégia do SNEL11 segue focada em energia limpa
O fato relevante reforça que o SNEL11 mantém sua estratégia de alocação em ativos de geração de energia limpa, especialmente no segmento de geração distribuída solar. O fundo destaca a busca por retorno ajustado ao risco e contratos que tragam previsibilidade de receita.
Com as novas aquisições, o SNEL11 amplia o tamanho da carteira e adiciona novos contratos de energia compensada, além de aumentar a base de ativos já operacionais. O mercado agora tende a acompanhar os próximos relatórios gerenciais para observar como essas aquisições vão aparecer nos números operacionais e financeiros do fundo.



