O GARE11 encerrou 2025 com a conclusão de sua 7ª emissão de cotas, a maior já realizada pelo fundo, totalizando R$ 1,27 bilhão em captação. A operação marcou um novo ciclo para o FII, que reforçou caixa, ampliou o portfólio e encerrou o ano com alavancagem líquida negativa.
Com os recursos, o fundo adquiriu três novos ativos: o Parque Logístico Confins (MG), o edifício corporativo locado à MRV em Belo Horizonte e duas lojas da rede Desco Atacado no Rio Grande do Sul. A movimentação também marcou a entrada do GARE11 no estado de Minas Gerais e no segmento de escritórios.
Portfólio cresce e mantém vacância zerada
Após as aquisições, o GARE11 passou a contar com 33 imóveis e uma área bruta locável de 463,6 mil m². A carteira segue majoritariamente composta por contratos atípicos, que representam 95% da receita, enquanto 5% são contratos típicos.
As taxas de vacância física e financeira permaneceram zeradas ao fim de dezembro, reforçando a estabilidade da geração de receita do fundo.
Estrutura de capital reforçada e caixa bilionário
O patrimônio líquido do GARE11 atingiu aproximadamente R$ 2,7 bilhões. A estrutura de capital foi fortalecida, resultando em alavancagem líquida negativa de 13%.
Além disso, o fundo encerrou o período com um colchão de disponibilidades superior a R$ 1 bilhão, sendo cerca de R$ 310 milhões em caixa livre imediato. Parte dos recursos também foi direcionada para CRIs e outros títulos, com foco em liquidez e gestão eficiente da estrutura financeira.
Segundo a gestão, a alocação em CRIs cumpre papel estratégico, contribuindo para desalavancagem, reforço de caixa e manutenção de flexibilidade para futuras aquisições.
Venda de ativos gerou lucro relevante
No segundo semestre, o GARE11 concluiu a venda de 10 imóveis de renda urbana, operação que gerou lucro bruto de R$ 145 milhões e reduziu a alavancagem em R$ 356 milhões.
A reciclagem do portfólio foi apontada como etapa importante para viabilizar a nova emissão e consolidar o atual momento do fundo.
Base de investidores avança
A base de cotistas chegou a 446,3 mil investidores, enquanto a liquidez média diária ficou próxima de R$ 13 milhões. O fundo também manteve o guidance para 2026.
A distribuição anunciada foi de R$ 0,083 por cota.
Gestão fala em manutenção para 2026
Para o próximo ciclo, a palavra-chave destacada pela gestão é “manutenção”, com foco na previsibilidade, disciplina financeira e estabilidade da tese de investimento.
O fundo sinaliza que seguirá atento a novas oportunidades, com tendência de maior peso para o segmento logístico, mas mantendo perfil híbrido e seletividade nas aquisições.


