O GGR COVEPI Renda Fundo de Investimento Imobiliário (GGRC11) divulgou fato relevante informando a celebração de um compromisso de venda de um imóvel localizado em Campinas, no interior de São Paulo. A operação foi firmada com o V2 Renda Imobiliária Fundo de Investimento Imobiliário (VVRI11) e envolve um valor total de R$ 77 milhões.
O ativo negociado está situado na Avenida Maria Luiza Pompêo de Camargo, no bairro Jardim Campineiro, e encontra-se atualmente desocupado. Segundo o comunicado, a transação faz parte de uma estratégia voltada ao reforço da liquidez do fundo, ao mesmo tempo em que mantém exposição econômica indireta ao imóvel.
Estrutura de pagamento combina dinheiro e cotas
De acordo com os termos do contrato, o valor da venda será pago por meio de uma estrutura mista, composta por parcela em dinheiro e parcela em cotas de outro fundo imobiliário. A parte financeira soma R$ 20 milhões, sendo R$ 2 milhões pagos como sinal e o saldo de R$ 18 milhões parcelado em nove pagamentos mensais fixos de R$ 2 milhões cada.
Já a parcela correspondente a cotas totaliza R$ 57 milhões e será liquidada em duas etapas semestrais. Cada uma delas terá valor de R$ 28,5 milhões, por meio da subscrição de cotas do fundo VVRI11 pelo GGRC11. A primeira parcela tem vencimento previsto para dezembro de 2025, enquanto a segunda deverá ser concluída até 30 de junho de 2026.
Fundo mantém exposição indireta ao ativo
Mesmo com a alienação do imóvel, o GGRC11 informou que continuará exposto economicamente ao ativo por meio das cotas recebidas do VVRI11. Essa estrutura permite ao fundo preservar a possibilidade de participar de uma eventual valorização futura do imóvel e da geração de renda associada a ele no longo prazo.
A gestora destacou que, apesar da liquidez reduzida das cotas do VVRI11, a operação possibilita ao fundo manter participação nos ganhos econômicos potenciais, sem a necessidade de manter o imóvel diretamente em seu portfólio.
Transferência de riscos e custos ao comprador
Outro ponto ressaltado no fato relevante diz respeito à transferência integral das obrigações relacionadas ao imóvel. Com a conclusão da operação, o comprador assumirá todos os custos, riscos e responsabilidades vinculados a eventuais obras de retrofit e intervenções necessárias para a modernização do ativo.
Essa característica reduz a exposição do GGRC11 a desembolsos futuros relacionados ao imóvel, ao mesmo tempo em que simplifica a gestão do portfólio do fundo.
Operação pode gerar lucro contábil relevante
Considerando o valor contábil do imóvel e o preço acordado na transação, a administração estima que a operação poderá resultar em um lucro aproximado de R$ 21,5 milhões para o GGRC11. Esse montante equivale a cerca de R$ 0,10 por cota, com base na quantidade atual de cotas emitidas pelo fundo.
Além disso, a operação apresenta uma Taxa Interna de Retorno (TIR) global estimada em aproximadamente 16,94% ao ano, conforme informado no comunicado ao mercado.
Contexto do mercado e perspectiva para 2026
A venda ocorre após um período considerado desafiador para os fundos imobiliários. Ao longo de 2025, o setor enfrentou um ambiente de juros elevados e inflação pressionada, fatores que impactaram tanto a precificação dos ativos quanto a tomada de decisão dos gestores.
Para 2026, o mercado acompanha possíveis mudanças no cenário macroeconômico, que podem influenciar diretamente o desempenho dos FIIs. Operações estruturadas, como a anunciada pelo GGRC11, passam a ser observadas dentro desse contexto, especialmente por combinarem liquidez, reorganização de portfólio e manutenção de exposição econômica indireta.
O fundo informou que seguirá mantendo seus cotistas e o mercado atualizados sobre eventuais desdobramentos relevantes relacionados à operação.



