O fundo imobiliário DEVA11 divulgou seu relatório gerencial mais recente, trazendo dados sobre rendimentos, movimentações na carteira e atualizações sobre ativos relevantes. O documento mostrou que o fundo distribuiu R$ 0,40 por cota referente ao mês de dezembro, totalizando cerca de R$ 5,61 milhões pagos aos cotistas.
Com base na cotação de mercado ao final do período, o pagamento representou um dividend yield mensal de 1,54%, equivalente a aproximadamente 126,15% do CDI. Considerando o ajuste tributário conhecido como gross up, o rendimento alcança cerca de 148,41% do CDI.
Nos últimos 12 meses, o fundo registrou dividend yield acumulado de 18,47%, enquanto a média mensal ficou em torno de 1,41%. No mesmo intervalo, o DEVA11 distribuiu R$ 4,80 por cota aos investidores.
Carteira do DEVA11 apresenta nível relevante de inadimplência
Apesar dos rendimentos elevados apresentados no relatório, um dos pontos que mais chama atenção é o nível de inadimplência na carteira do fundo. Segundo os dados divulgados, aproximadamente 7,6% dos ativos em CRIs estavam classificados como inadimplentes ao final do período.
Esse indicador costuma ser acompanhado com atenção pelo mercado, pois pode impactar diretamente a previsibilidade dos fluxos financeiros do fundo. Além disso, a gestão informou que segue monitorando mensalmente os ativos que receberam concessões de waivers e também atua junto às securitizadoras na tentativa de recuperação dos créditos problemáticos.
O relatório também trouxe um panorama operacional dos empreendimentos vinculados aos CRIs presentes na carteira. De acordo com o documento, a média geral dos projetos vinculados aos ativos apresenta cerca de 78% das unidades vendidas e aproximadamente 92% das obras concluídas.
Pré-pagamento gera entrada de caixa relevante para o fundo
Entre as movimentações registradas no período, o destaque ficou para o pré-pagamento integral da operação do Grupo CEM, que representava cerca de 1,08% do patrimônio líquido do fundo. A liquidação antecipada resultou no recebimento aproximado de R$ 16,7 milhões em caixa.
Esse tipo de evento pode alterar a composição da carteira e gerar necessidade de realocação de recursos pela gestão. A forma como esse capital será reinvestido pode influenciar o desempenho futuro do fundo, dependendo das características dos novos ativos adquiridos.
Reestruturação do CRI Colmeia Vision amplia prazo da operação
Outro ponto relevante divulgado no relatório foi a realização de uma Assembleia Geral de Titulares para discutir a situação do CRI Colmeia Vision, ativo que representa aproximadamente 0,70% do patrimônio líquido do DEVA11.
Durante a assembleia, foi aprovada a prorrogação do prazo de vencimento do CRI, que passou de dezembro de 2025 para dezembro de 2026. Além da extensão do prazo, houve atualização do cronograma de pagamentos e amortizações da operação.
Objetivo da prorrogação do CRI
Segundo o relatório, a reestruturação busca adequar o fluxo financeiro do ativo ao cronograma do projeto imobiliário vinculado. A medida foi apresentada como forma de preservar a continuidade operacional da operação e manter o equilíbrio econômico-financeiro do empreendimento.
Esse tipo de renegociação costuma ocorrer quando há necessidade de ajuste no fluxo de caixa dos projetos financiados, podendo gerar diferentes interpretações por parte do mercado, dependendo do histórico e da situação financeira dos ativos envolvidos.
Estrutura da carteira e taxa média dos CRIs
O relatório também trouxe informações sobre a remuneração média dos ativos presentes na carteira do DEVA11. A taxa média ponderada dos CRIs do fundo foi informada em IPCA + 10,66% ao ano, indicando que o portfólio permanece concentrado em operações estruturadas com spreads elevados.
Fundos com essa característica costumam apresentar potencial de maior geração de rendimentos, mas também podem estar expostos a níveis mais elevados de risco de crédito, dependendo da qualidade das operações e das garantias envolvidas.
Base de cotistas e valor patrimonial
Ao final do período analisado, o DEVA11 possuía aproximadamente 80.232 cotistas. Já o valor patrimonial da cota foi ajustado para R$ 98,07.
A comparação entre o valor patrimonial e o preço negociado no mercado costuma ser observada pelos investidores para avaliar eventuais diferenças entre o valor contábil dos ativos e a precificação das cotas na bolsa.
Monitoramento e próximos desdobramentos
O relatório indica que a gestão segue acompanhando os indicadores financeiros e operacionais das operações presentes na carteira. A continuidade do desempenho dos ativos, especialmente aqueles em situação mais sensível, tende a ser acompanhada com atenção pelos participantes do mercado.
Movimentações como pré-pagamentos, reestruturações e níveis de inadimplência podem influenciar o comportamento do fundo ao longo dos próximos meses, sendo temas recorrentes nos relatórios gerenciais e comunicados divulgados aos cotistas.


