O Kinea High Yield (KNHY11) divulgou seu relatório gerencial de novembro, trazendo diversas atualizações sobre alocação, resultados e movimentações do mês. O documento mostra como o fundo tem ajustado sua carteira em meio ao cenário de juros mais altos, com foco em operações estruturadas de crédito imobiliário.
Segundo o relatório, o KNHY11 encerrou novembro com 101,8% do patrimônio alocado em ativos-alvo, evidenciando uma postura ativa na busca por retornos consistentes. Além disso, 3,1% estavam aplicados em LCI e 1,6% permaneceram em instrumentos de caixa. A composição reforça o perfil do fundo, que costuma operar com alocações acima de 100% por meio de estratégias de alavancagem controlada.
Distribuição entre CRIs indexados ao IPCA e ao CDI
A parte mais relevante da carteira segue concentrada no IPCA, com 94,3% do patrimônio alocado em CRIs atrelados ao índice. A remuneração média (marcada a mercado) desses papéis ficou em IPCA + 12,30% ao ano, com prazo médio de 6 anos.
Já os CRIs indexados ao CDI representam 6,7% da carteira, com taxa média de CDI + 3,02% ao ano e duração muito menor, de apenas 0,8 ano. Essa menor duração tende a dar mais flexibilidade ao fundo em momentos de mudança rápida nos juros de curto prazo.
O relatório ainda orienta que investidores consultem a seção “Resumo da Carteira” para mais informações operacionais.
Dividendos de novembro e data de pagamento
O fundo também confirmou os dividendos referentes ao mês, que serão pagos em 11 de dezembro de 2025. O valor anunciado foi de R$ 0,97 por cota, resultado equivalente a um retorno de 0,94%, quando calculado sobre a cota média de ingresso de R$ 103,00.
Esse retorno corresponde a 89% da taxa DI do período, e ao considerar o gross-up do IR a 15%, equivale a 105% do CDI, mantendo o histórico de distribuição estável do fundo. Como sempre, as distribuições permanecem isentas de imposto de renda para pessoas físicas.
Principais movimentações na carteira em novembro
O mês foi marcado por um volume relevante de novos investimentos. No total, o KNHY11 desembolsou R$ 109,5 milhões em operações de CRI, ampliando ainda mais seu portfólio de crédito pulverizado e estruturado.
A seguir, os destaques das novas operações:
CRI Creditas – Série 154
O fundo investiu R$ 41,3 milhões com remuneração de IPCA + 11,73%. Os créditos são lastreados em carteiras de Home Equity da Creditas, com forte diversificação e LTV baixo. A operação conta com alienação fiduciária e subordinação, trazendo camadas de proteção adicionais.
CRI Galleria – Série 125
Outro grande desembolso foi o aporte de R$ 35,9 milhões, remunerando IPCA + 10,75%. O papel é lastreado em empréstimos Home Equity originados pela Galleria Bank, que atua exclusivamente nesse nicho desde 2019. A operação possui estrutura de subordinação robusta, com apenas 80% de CRI sênior, reforçando a segurança.
CRI CD Brasília e Contagem
Com R$ 12,3 milhões investidos, o papel paga IPCA + 9,97% e foi emitido para financiar galpões logísticos em Brasília (DF) e Contagem (MG). As garantias incluem alienação fiduciária de imóveis, alienação fiduciária de cotas de SPEs, cessão fiduciária de recebíveis futuros e fundo de reserva, compondo um pacote de proteção amplo.
CRI Crediblue – Série 159
Nesta operação, o fundo aportou R$ 11,3 milhões, remunerados a IPCA + 10,94%. Os recebíveis também vêm de linhas Home Equity, com carteira diversificada e LTV de aproximadamente 45%. Assim como em outras emissões, há alienação fiduciária e subordinação.
CRI Vic – Pro-soluto 477
Por fim, o fundo aplicou R$ 8,7 milhões em um CRI com taxa de IPCA + 12,67%. O papel se destaca pela estrutura de crédito reforçada, incluindo cobertura de recebíveis equivalente a 150% do saldo da operação, fundo de reserva, alienação fiduciária de cotas de SPEs e aval dos acionistas.
O que o relatório indica sobre a estratégia atual
O conjunto das movimentações mostra que o KNHY11 segue focado em operações estruturadas com forte proteção e spreads elevados. O foco em crédito pulverizado, especialmente em Home Equity, continua sendo a espinha dorsal do portfólio.
Embora o relatório traga diversos dados relevantes, cabe ao leitor avaliar como essas informações se encaixam em seu entendimento do segmento de crédito imobiliário, considerando riscos, condições de mercado e o perfil de cada operação.



