O início de 2026 trouxe movimentações relevantes para o mercado de fundos imobiliários, e o MANA11 se destacou ao divulgar seu mais recente relatório gerencial. Com uma performance que reflete a resiliência do setor, o fundo apresentou resultados operacionais sólidos e avanços significativos em sua frente de incorporação imobiliária.
O cenário global, marcado por uma rotação de portfólios em direção a mercados emergentes, beneficiou ativos brasileiros. Nesse contexto, o MANA11 aproveitou o fluxo de liquidez para consolidar sua estratégia de gestão ativa, mantendo um desempenho superior ao IFIX desde o seu início.
Dividendos e resultados operacionais do mês
Em janeiro de 2026, o MANA11 distribuiu R$ 0,11 por cota aos seus investidores. Esse valor representa um dividend yield anualizado impressionante de 14,9%, posicionando o fundo de forma competitiva no setor de Hedge Funds imobiliários. A gestão reforçou seu compromisso com a previsibilidade, mantendo o guidance de distribuição entre R$ 0,10 e R$ 0,12 por cota para todo o primeiro trimestre de 2026.
O resultado operacional total do mês atingiu R$ 4,15 milhões, o que equivale a R$ 0,111 por cota. Esse desempenho é sustentado por uma base de cotistas que não para de crescer: o fundo alcançou a marca de 35.307 investidores, registrando um aumento de 992 novos participantes apenas no último período.
Alocação estratégica do portfólio
O fundo encerrou o mês com 98,5% de seus recursos alocados em ativos-alvo. A divisão da carteira demonstra o caráter híbrido e defensivo do MANA11:
| Classe de ativo | Percentual na carteira |
| Crédito estruturado | 65% |
| Incorporação imobiliária | 18% |
| Fundos imobiliários (FIIs) | 14% |
| Caixa | 3% |
| Ações | 2% |
Destaques no setor de incorporação imobiliária
Um dos grandes diferenciais do relatório de janeiro foi o progresso nos projetos de incorporação. Em Florianópolis (SC), os lançamentos foram recebidos com entusiasmo pelo mercado. O projeto Natus atingiu 27% de vendas em seu primeiro mês, enquanto o Puerto Madero alcançou 44%. Além deles, o empreendimento Physis Place já conta com 48% de suas unidades comercializadas.
No estado de São Paulo, o destaque ficou para o projeto Grand Pulse Jundiaí. A gestão antecipou o lançamento da 3ª fase, que já comercializou 25% das unidades no mês de estreia. Em paralelo, as obras das fases anteriores seguem em ritmo acelerado, com a fase 1 atingindo 43% de conclusão.
Análise do cenário macroeconômico e mercado
O ambiente econômico de 2026 começou com um forte apetite por risco em mercados emergentes. No exterior, a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) inicie cortes graduais nos juros ao longo do ano trouxe otimismo. A indicação de Kevin Warsh para a presidência do Fed também reduziu incertezas institucionais, favorecendo a entrada de capital em países como o Brasil.
Internamente, embora a Selic tenha sido mantida em 15% ao ano na primeira reunião de 2026, a sinalização de um ciclo de afrouxamento monetário a partir de março impulsionou os ativos locais. O Ibovespa registrou um dos melhores meses da história recente, e o MANA11 acompanhou esse bom humor do mercado.
Performance histórica versus IFIX
A gestão ativa do MANA11 tem se mostrado eficiente na captura de ganhos de capital e na proteção do patrimônio. Desde o seu início, a rentabilidade acumulada da cota patrimonial ajustada atingiu +50,6%, superando significativamente o IFIX, que acumulou +38,0% no mesmo intervalo.
A estratégia para os próximos meses permanece cautelosa, mas focada em aproveitar as taxas prefixadas atrativas que o atual patamar de juros oferece. Para a gestão, o modelo de Hedge Fund é o mais adequado para navegar a volatilidade esperada em um ano de eleições presidenciais, permitindo uma reciclagem de carteira ágil e defensiva.


