O RECR11, fundo imobiliário de papel com foco em operações atreladas à inflação, divulgou seu relatório gerencial referente ao mês de dezembro de 2025, trazendo informações detalhadas sobre rendimentos, desempenho acumulado, novas alocações em CRIs, alienações realizadas e a composição atual de sua carteira.
O destaque do período ficou para a distribuição de rendimentos, que manteve patamar relevante em relação ao histórico do fundo, além da movimentação ativa da gestão na reciclagem do portfólio.
Resultado e dividendos do RECR11 em dezembro
O fundo anunciou a distribuição de R$ 0,81 por cota, referente ao resultado apurado em dezembro. Considerando o valor de fechamento da cota no período, de R$ 81,99, o rendimento mensal corresponde a um dividend yield de 0,988%, o que resulta em um yield anualizado de 11,86%, líquido e isento de Imposto de Renda para pessoas físicas, respeitadas as regras legais vigentes.
De acordo com o relatório, esse patamar de rendimento equivale a aproximadamente 104% do CDI líquido, reforçando o posicionamento do fundo dentro do segmento de FIIs de papel com estratégia majoritariamente indexada ao IPCA.
Ao final do mês, o RECR11 apresentava 94% de seus recursos alocados, distribuídos em 99 operações de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e 6 posições em cotas de outros fundos imobiliários.
Desempenho acumulado nos últimos 12 meses e desde o IPO
No recorte dos últimos 12 meses, o fundo distribuiu um total de R$ 11,46 por cota em rendimentos. Já em uma análise de longo prazo, desde dezembro de 2017 — primeiro mês após o encerramento de sua oferta inicial — até dezembro de 2025, o montante distribuído acumulou 151,7% sobre a cota inicial de R$ 100,00.
No mesmo período, o CDI líquido acumulado foi de aproximadamente 81,5%, evidenciando a diferença de desempenho entre os dois indicadores ao longo do histórico do fundo, especialmente em ciclos de inflação mais elevada.
Novas alocações realizadas no mês
Durante dezembro, a gestão do RECR11 realizou uma série de novas alocações, seguindo as recomendações do consultor de investimentos e priorizando operações indexadas ao IPCA e ao CDI. Entre as principais aquisições realizadas no período, destacam-se:
A compra adicional de cotas do CRI Crediblue Aquisição Residencial, emitido pela Habitasec Securitizadora, com volume de aproximadamente R$ 1,13 milhão e taxa de IPCA + 9,50% ao ano.
O fundo também ampliou posição no CRI Ativos Residenciais Diversificados, com aquisição de cerca de R$ 7,5 milhões, indexado ao CDI + 3,00% ao ano.
Outras alocações relevantes incluíram operações como CRI Cotiza 1 e CRI Cotiza 2, ambos emitidos pela Província Securitizadora, com taxas de IPCA + 10,70% ao ano, além de CRIs ligados a projetos residenciais pulverizados, varejo e operações estruturadas, com spreads que chegaram a IPCA + 10,50% e CDI + 4,95% ao ano.
Essas movimentações reforçam a diversificação da carteira e a busca por operações com diferentes indexadores e perfis de risco.
Alienações e reciclagem do portfólio
Paralelamente às novas aquisições, o RECR11 também realizou um volume relevante de alienações ao longo do mês. Entre os CRIs vendidos estão operações como CRI Zarin, CRI Crediblue, CRI Matarazzo, CRI VIC 5, CRI PHV, além das posições relacionadas aos CRIs Bacabal 1 e 2, que juntos somaram mais de R$ 11 milhões em alienações.
Segundo o relatório, essas movimentações fazem parte da estratégia de gestão ativa, permitindo ao fundo ajustar sua exposição, realizar ganhos, reduzir riscos específicos e reciclar capital para novas oportunidades.
Operação compromissada e estrutura de capital
Em dezembro, o fundo também realizou uma operação compromissada, captando cerca de R$ 21,3 milhões, com vencimento previsto para junho de 2026. Esse montante representa aproximadamente 0,87% do total dos ativos do fundo.
A gestão informou que a operação permite pagamentos antecipados e deverá ser amortizada com os retornos esperados ao longo do período, sem alterar de forma relevante a estrutura de risco do RECR11.
Composição da carteira ao final de dezembro
Ao final do mês, a carteira do fundo apresentava a seguinte composição aproximada:
A maior parcela estava alocada em CRIs, somando cerca de R$ 2,21 bilhões. O fundo também mantinha aproximadamente R$ 94,1 milhões em cotas de FIIs, R$ 78,2 milhões em imóveis, além de valores menores em cotas de fundos de investimento e outros ativos.
O total de ativos do RECR11 ao fim de dezembro de 2025 era de aproximadamente R$ 2,45 bilhões, reforçando seu porte dentro do segmento de fundos imobiliários de papel no mercado brasileiro.


