O RZAG11, FIAGRO gerido pela Riza, divulgou fato relevante informando ao mercado sobre a situação envolvendo ativos de sua carteira ligados ao Grupo Uniggel, que protocolou pedido de Recuperação Judicial. A comunicação detalha a estrutura das operações, o nível de proteção dos créditos e as medidas adotadas pela gestão diante do cenário.
O fundo reforçou que acompanha o caso de forma próxima e que, até o momento, não há acesso ao conteúdo do processo, que corre em segredo de justiça.
Exposição do RZAG11 ao Grupo Uniggel
De acordo com o comunicado, o Grupo Uniggel realizou emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) que integram a carteira do RZAG11. As operações mencionadas correspondem à 1ª e 2ª séries da 167ª Emissão e à 1ª série da 196ª Emissão da Virgo Companhia de Securitização, tendo como emitentes empresas do grupo ligadas aos segmentos de sementes, ração e óleo.
O pedido de Recuperação Judicial foi protocolado pelo grupo e divulgado por veículos de imprensa, mas ainda não foi deferido pelo tribunal competente. Segundo o fundo, na condição de credor, não houve acesso a informações adicionais além das já tornadas públicas.
Estrutura de garantias e caráter extraconcursal
Um dos principais pontos destacados pela gestão diz respeito às garantias associadas às operações. Os CRAs detidos pelo RZAG11 contam com estruturas distintas, incluindo garantias reais por meio de alienação fiduciária de imóveis rurais.
Conforme informado no fato relevante, esse tipo de garantia confere caráter extraconcursal aos créditos, o que significa que, em linha com a legislação aplicável, eles não se sujeitam aos efeitos da Recuperação Judicial, caso o pedido venha a ser deferido. Esse aspecto é relevante dentro do contexto de análise de risco das operações de crédito no agronegócio.
Gestão de liquidez e retenção de resultados
O fundo também informou que, ao longo de 2025, adotou uma postura conservadora, com retenção parcial dos resultados. Como consequência, o RZAG11 encerra o período com aproximadamente R$ 12,5 milhões em resultado acumulado em caixa, o equivalente a R$ 0,18 por cota.
Segundo a administração, esse colchão de liquidez contribui para a mitigação de riscos e oferece maior flexibilidade para atravessar cenários adversos, especialmente em situações envolvendo eventos de crédito.
Acompanhamento do caso e próximos passos
A administradora e a gestora destacaram que seguem monitorando a evolução do caso de forma contínua, adotando todas as medidas necessárias para a preservação dos direitos do fundo e de seus cotistas. Novas informações relevantes serão divulgadas ao mercado conforme haja atualização do processo, em observância à regulamentação vigente.
O comunicado reforça o compromisso da gestão com a transparência e a comunicação tempestiva diante de eventos que possam impactar a carteira do fundo.



