O fundo imobiliário VGIP11 divulgou informações relevantes ao mercado envolvendo o próximo pagamento de rendimentos aos cotistas, além de dados recentes sobre movimentações na carteira de crédito imobiliário. O comunicado chama atenção principalmente pelo valor do dividendo anunciado e pelo contexto de aquisições e amortizações realizadas nos últimos meses.
VGIP11 confirma pagamento de R$ 0,71 por cota
De acordo com as informações divulgadas, o VGIP11 irá pagar R$ 0,71 por cota em rendimentos aos seus cotistas. Terão direito ao recebimento os investidores que detinham cotas do fundo até o dia 13 de janeiro de 2026, considerada a data de corte para o pagamento.
A data prevista para o crédito dos rendimentos é 20 de janeiro de 2026, quando o valor será depositado diretamente na conta das corretoras dos cotistas elegíveis. Como ocorre normalmente nos fundos imobiliários, após a data de corte, as cotas passam a ser negociadas sem direito a esse provento específico.
O pagamento faz parte da política de distribuição de rendimentos do fundo, que é classificado como um fundo de papel, com foco majoritário em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) atrelados à inflação.
Distribuição acumulada dos últimos 12 meses
Além do dividendo pontual anunciado, o fundo também divulgou dados sobre sua distribuição acumulada de rendimentos. Nos últimos 12 meses, o VGIP11 distribuiu R$ 11,63 por cota, valor que corresponde a uma rentabilidade equivalente a IPCA + 8,4% ao ano, considerando o valor da cota patrimonial.
Essa rentabilidade equivalente foi calculada com base na variação acumulada do IPCA com defasagem de dois meses, no período entre outubro de 2024 e setembro de 2025. Essa metodologia segue o mesmo critério utilizado na remuneração da maior parte dos CRIs que compõem a carteira do fundo, que são indexados ao IPCA M-2.
Aquisições recentes reforçam a carteira do fundo
No final do ano passado, o VGIP11 realizou novas aquisições que ampliaram e diversificaram sua carteira de ativos. Ao todo, foram investidos R$ 16,3 milhões em seis novas operações de CRI, todas atreladas ao IPCA, com diferentes emissores e spreads.
As aquisições foram distribuídas da seguinte forma:
Novos CRIs adquiridos pelo VGIP11
O fundo investiu R$ 8,0 milhões no CRI Projetos Residenciais SP 1S, com remuneração de IPCA + 9,00% ao ano. Também foram alocados R$ 2,4 milhões no CRI Canopus 30S, com cupom de IPCA + 6,00%.
Outras operações incluem R$ 2,3 milhões no CRI Quero Quero, com IPCA + 5,70%, além de R$ 2,0 milhões no CRI Localfrio SR, que possui cupom de IPCA + 6,00%. O fundo também adquiriu R$ 890 mil do CRI Creditas 27E, com IPCA + 6,50%, e R$ 730 mil do CRI HBR 148S, remunerado a IPCA + 6,00%.
Essas informações constam no detalhamento dos ativos divulgado pela gestão no relatório mais recente.
Amortizações relevantes no período
Paralelamente às novas aquisições, o VGIP11 também registrou um volume significativo de amortizações. No período analisado, o fundo recebeu R$ 39,4 milhões em amortizações ordinárias e extraordinárias.
O principal destaque foi a amortização total de R$ 34,4 milhões do CRI TMX, que teve impacto relevante na rotação da carteira e na liberação de capital para novos investimentos.
Situação de crédito e carteira adimplente
No que diz respeito à qualidade de crédito, o fundo informou uma atualização importante envolvendo o CRI Manhattan 196S, que representa aproximadamente 2,4% do patrimônio líquido do VGIP11. Essa operação voltou a pagar juros em novembro de 2025 após uma reestruturação conduzida junto ao devedor.
O ajuste incluiu a incorporação dos juros em atraso ao saldo devedor, a repactuação da taxa para IPCA + 4,0% ao ano e a definição de um novo vencimento para fevereiro de 2029. Segundo a gestão, após essa reestruturação, todos os CRIs da carteira encontram-se adimplentes.
Com base no acompanhamento contínuo dos ativos, a administração avalia que a carteira segue saudável dentro dos critérios de monitoramento adotados.
Contexto geral do VGIP11
O VGIP11 é um fundo imobiliário do tipo papel, com estratégia focada em CRIs indexados à inflação. Esse perfil faz com que os rendimentos do fundo estejam diretamente relacionados ao comportamento do IPCA e à performance das operações de crédito presentes na carteira.
As informações divulgadas reforçam o acompanhamento recorrente da gestão sobre os ativos, tanto no aspecto de novas alocações quanto na administração dos fluxos de caixa provenientes de amortizações e reestruturações.



