O Vinci Imóveis Urbanos Fundo de Investimento Imobiliário (VIUR11) divulgou fato relevante informando a ocorrência de inadimplência no pagamento de aluguel referente ao mês de dezembro de 2025. O atraso está relacionado ao contrato de locação do empreendimento FACAMP, localizado no município de Campinas, no interior do estado de São Paulo.
Segundo o comunicado, o imóvel é atualmente locado de forma exclusiva à FACAMP, e o valor não quitado corresponde ao aluguel com vencimento no último mês do ano. A informação foi divulgada pela Vinci Real Estate Gestora de Recursos, responsável pela gestão do fundo, em conjunto com o Banco Daycoval, administrador do FII.
Gestora iniciou medidas para proteger interesses do fundo
De acordo com a administração do VIUR11, providências já estão sendo adotadas para resguardar os interesses dos cotistas. As medidas incluem a análise e eventual adoção de ações legais cabíveis diante do descumprimento contratual por parte do locatário.
A gestora ressaltou que acompanha o caso de forma ativa e que o processo seguirá os trâmites previstos em contrato e na legislação aplicável. Novas atualizações deverão ser divulgadas ao mercado à medida que houver avanços relevantes nas tratativas ou no âmbito judicial.
Contrato conta com seguro fiança como garantia
O contrato de locação do empreendimento FACAMP possui garantia por meio de seguro fiança. Conforme informado no fato relevante, a apólice oferece cobertura equivalente a até 12 aluguéis vigentes, observadas as condições usualmente aplicáveis a esse tipo de instrumento.
A eventual execução dessa garantia dependerá do cumprimento dos requisitos previstos no contrato e nas regras da seguradora. Esse mecanismo é comumente utilizado no mercado imobiliário como forma de mitigar riscos associados a inadimplência de locatários.
Possibilidade de ação de despejo segue em avaliação
Além da análise sobre o acionamento do seguro fiança, o fundo informou que poderá adotar medidas adicionais, incluindo a eventual propositura de ação de despejo, caso o inadimplemento não seja regularizado.
A administradora e a gestora destacaram que qualquer avanço relevante nesse sentido será comunicado aos cotistas e ao mercado por meio de novos comunicados, mantendo a transparência sobre o andamento do caso.
Impacto operacional segue em acompanhamento
Situações de inadimplência fazem parte dos riscos inerentes à atividade de locação imobiliária, especialmente em contratos de ocupação exclusiva. Por esse motivo, eventos dessa natureza costumam ser acompanhados de perto pelos investidores, tanto pelo possível impacto no fluxo de receitas quanto pelas medidas adotadas pela gestão.
No caso do VIUR11, a existência de garantias contratuais e a atuação ativa da gestora são pontos observados dentro do contexto operacional do fundo.
Contexto do mercado e perspectivas
O comunicado ocorre após um ano considerado desafiador para o mercado de fundos imobiliários. Em 2025, o ambiente de juros elevados e inflação pressionada trouxe desafios adicionais para a operação e renegociação de contratos no setor imobiliário.
Para 2026, o mercado segue atento à evolução do cenário macroeconômico e à capacidade dos fundos de administrarem riscos operacionais, como inadimplência e vacância. A condução desses eventos passa a ser analisada como parte da estratégia de gestão e governança dos fundos imobiliários.
O VIUR11 informou que continuará mantendo seus cotistas e o mercado atualizados sobre a evolução das medidas adotadas e o eventual recebimento dos valores devidos.



