O fundo imobiliário VGHF11 divulgou seu relatório gerencial referente a dezembro de 2025, detalhando nível de alocação, desempenho patrimonial, distribuição de rendimentos e movimentações relevantes nas carteiras de renda e valor. O documento mostra um fundo com alto grau de investimento e retorno total expressivo no fechamento do ano.
Ao final de dezembro, o VGHF11 apresentava 104,4% do patrimônio líquido alocado em Ativos-Alvo, distribuídos em 139 ativos diferentes, totalizando aproximadamente R$ 1,49 bilhão investidos. O fundo também mantinha R$ 51,8 milhões em operações compromissadas reversas lastreadas em CRIs, o equivalente a cerca de 3,6% do PL, com custo médio de CDI + 0,84% ao ano, enquanto os recursos líquidos permaneciam aplicados em instrumentos de caixa.
Distribuição de rendimentos em dezembro
A distribuição de rendimentos referente ao mês foi de R$ 0,07 por cota. Segundo a gestão, esse valor corresponde a uma rentabilidade líquida equivalente a IPCA + 8,7% ao ano, considerando a cota patrimonial de novembro de 2025.
No acumulado de 2025, o VGHF11 distribuiu R$ 1,02 por cota, o que representa uma rentabilidade líquida aproximada de 12,7% ao ano, ou IPCA + 7,6% ao ano, com base na cota patrimonial. Além dos dividendos, o fundo também registrou valorização patrimonial de R$ 0,18 por cota ao longo do ano, ampliando o retorno total entregue ao cotista.
Desempenho patrimonial e retorno total
Durante dezembro, a cota patrimonial do fundo avançou R$ 0,12, impulsionada principalmente pela valorização da carteira de fundos imobiliários, em linha com o desempenho positivo do IFIX, que registrou alta de 3,14% no período.
Combinando a evolução patrimonial e os dividendos distribuídos, o retorno total do VGHF11 em dezembro foi equivalente a 27,7% ao ano, considerando a base da cota patrimonial. O dado reforça o impacto positivo da recuperação do mercado secundário de FIIs no desempenho do fundo no último mês do ano.
Movimentações na carteira VALOR
Na carteira VALOR, o fundo realizou compras líquidas de R$ 15,3 milhões ao longo de dezembro, envolvendo ativos de equity e cotas de fundos imobiliários. Entre os destaques esteve a aquisição de cotas do GARE11.
Com essas movimentações, a carteira VALOR passou a representar 48,9% do total de Ativos-Alvo ao final do mês, percentual praticamente estável em relação a novembro. A estratégia segue focada na exposição a ativos com potencial de valorização patrimonial no médio e longo prazo.
Avanços na carteira RENDA
Já na carteira RENDA, o VGHF11 realizou compras líquidas de R$ 28,7 milhões, envolvendo CRIs e cotas da classe subordinada do Valora CRI Pré FII. Esse fundo possui prazo de duração de cinco anos e mantém sua carteira integralmente alocada em CRIs.
De acordo com a gestão, o objetivo dessa alocação é buscar uma estrutura de retorno alavancado em uma carteira de crédito já conhecida, buscando melhorar a relação risco-retorno do VGHF11. Está prevista, inclusive, uma alavancagem adicional nessa posição nos próximos meses, o que pode elevar os retornos esperados e reduzir a exposição nominal do fundo nessa estratégia.
Após essas operações, a carteira RENDA passou a responder por 51,1% dos Ativos-Alvo, mantendo equilíbrio próximo ao observado no mês anterior.
Crédito e inadimplência
No segmento de crédito, o relatório reforça que os CRIs Selina seguem marcados a zero na carteira do fundo. Por outro lado, todos os demais ativos de crédito permanecem adimplentes, segundo a gestão.
Com base no acompanhamento contínuo das operações, a avaliação apresentada é de que a carteira de crédito do VGHF11 permanece saudável, sem novos casos relevantes de inadimplência além dos já conhecidos pelo mercado.
Base de cotistas e liquidez
O VGHF11 encerrou dezembro com uma base de 386.781 cotistas, reforçando sua ampla pulverização entre investidores. A liquidez média diária no mês foi de aproximadamente R$ 2,9 milhões, mantendo o fundo entre os mais negociados dentro de sua categoria.
Considerações finais
O relatório de dezembro evidencia um fundo altamente alocado, com estratégia diversificada entre renda e valor, além de forte impacto positivo da recuperação do mercado de FIIs no encerramento de 2025. A combinação entre dividendos, valorização patrimonial e ajustes estratégicos nas carteiras marcou o desempenho do VGHF11 no período.



